família · Felicidade · Filhos · Vida

Aquele da realidade de mãe

Qual mãe de primeira viagem que durante a gestação não fez milhares de planos sobre quão mágica seria a licença maternidade? Passeios com o bebê, um cronograma com as rotinas e uma vida de contos de fadas. Não que não seja mágico ter um filho, é lindo e único, porém a realidade é um pouco diferente em alguns momentos.

Já contei para vocês em outros posts como foi descobrir que estava grávida e a chegada da Malu e hoje falarei um pouco como foi o momento pós parto, minhas dificuldades e adversidades vividas durante a minha licença maternidade.

Ganhei a Malu em uma segunda – feira e na quarta – feira de meio dia fui para casa. Na ida já paramos na farmácia pois tinha uma lista de coisas a comprar. Chegamos em casa e minha ficha caiu, a partir daquele momento a rotina para os próximos meses era: trocar fraldas, amamentar, fazer o bebê arrotar, dormir e logo iniciar tudo novamente. Naquele momento me bateu uma insegurança e um sentimento que até então eu desconhecia. Uma mistura de felicidade com medo. Mas eu precisava muito de um banho quentinho e relaxante, depois pensaria no resto.

De fato minha vida havia mudado completamente, uma vida dependia de mim. Eu era a fonte de todo o alimento, literalmente, daquele ser que tinha os olhos mais profundos que eu havia visto, parecia que ela via a minha alma. E aí se deu início a uma jornada de trocas de fraldas, mamadas e tudo mais (hoje tenho saudades daquele tempo).

Já no primeiro dia em casa iniciaram as visitas e eu me sentia mais segura com pessoas comigo. Claro que quando a Malu tinha cólicas e chorava sem parar eu ficava meio perdida, me sentia na obrigação “de dar um jeito” e quanto mais nervosa eu ficava, mais ela chorava. No 4º dia em casa, mais precisamente domingo a tarde, eu tive uma crise de tristeza muito grande, na segunda – feira minha mãe, meu pai e meu marido voltariam a rotina normal de trabalho e eu estaria em casa sozinha com a Malu! Confesso que por várias vezes imaginei um plano caso algo desse errado, uma rota rapidíssina até o pronto socorro e caminhos alternativos caso precisasse, mas nunca precisei! E essa tristeza pós parto durou somente 2 dias. Logo estava tudo bem, mas muitas mamães tem depressão pós parto e isso deve ser levado muito a sério.

Nos dias que se seguiam, eu me sentia bombardeada por dicas e conselhos sobre os mais variados assuntos: “é verão deixa a casa aberta para ventilar”, “fecha a casa pois a criança não pode pegar vento”, “não molha o umbigo no banho”, “lava bem o umbigo dela que não tem problema”, “você não da água para ela?” “Chazinho tem que dar um pouco”. “O bebê tem cólica? Será que você comeu o que para dar cólica?”. Parecia que cada mamãe que vinha me visitar queria deixar um pouco de conhecimento para que eu sofresse menos, mas eu acabava ficando confusa e sem saber em alguns casos como agir. Até que um dia minha mãe me disse: Giovana, (me arrepia quando ela me chama pelo nome, pois é encrenca) a filha é tua e você faz para ela o que como mãe você acha certo, independente do que o mundo fala. Opa, ela novamente tinha razão, eu precisava ser a melhor para a Malu e isso era entre eu e ela. Porém eu também entendia e entendo que, as pessoas querem auxiliar com conselhos e dicas pois já passaram por essas situações e querem contribuir com você. Muitas das dicas e conselhos eu coloquei em prática e deram certo.

O tempo foi passando e eu comecei a conhecer o choro de fome, de cólica e de manha da Malu, passei a olhar para ela e entender o que ela queria, não 100%, mas na maioria das vezes. Era como se uma sintonia tivesse se estabelecido entre nós. E aí eu logo passei a retomar as minhas atividades em casa pois já conseguia realizar a maioria dos meus afazeres. Logo, minha rotina era, além de cuidar do bebê realizar as tarefas domésticas. Lembro – me de ver uma foto na internet e me indentificar profundamente, até a colei abaixo pois era exatamente assim que me via.

12568150_486350281551438_463041825_n

Mas sabem, eu não trocaria esta experiência por nada neste mundo. É a tarefa mais recompensadora que existe. Eu no final do dia estava exausta, mas nunca tinha estado tão feliz. Uma sensação de realização plena! Porém com uma pontinha de dúvida se de fato era uma boa mãe! rsssss

A vida é cheia de mistérios e revelações e ser mãe é algo inspirador e me faz melhor a cada dia.

E vocês mamães, foi fácil os dias pós parto? Também se sentiram perdidas por um tempo? Compartilhem conosco as suas experiências.

Beijocas

Geo

*Fotos extraídas da internet.

Anúncios

3 comentários em “Aquele da realidade de mãe

  1. Long time lurker but felt a need to comment. We have a cottage on a lake up in the country and we just went up this past weekend for the first time in 3 months. I, too, fret opening that door afraid of what may be on the other side. We#;8217&ve had everything from a frozen cottage and of course frozen pipes to wild life having moved in. So yeah, as much as I love that house, I can sometimes really hate it. Now I love it… no surprises last weekend!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s